quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bullying? Eu já ouvi falar

Postei esta matéria, para que as pessoas leiam e fiquem sabendo o que é realmente o Bullying....Eu passei por este constrangimento dentro de um grande órgão federal. Mas, em compensação para lavar a minha alma, disse-lhe umas verdades ao "Todo Poderoso", que se achava, tenho certeza que ele se sentiu um grãozinho de areia.
Não levei adinte para a Corregedoria do órgão, pq achei que não valeria a pena.

Leia a matéria: “Vocês me levaram a fazer isto”, esta foi à mensagem da carta escrita pelo suicida Cho Seung-Hiu de 23 anos após o massacre que resultou na morte de 32 pessoas na Universidade de Tecnologia da Virgínia, nos Estados Unidos.

Em Stockon, Califónia, um homem matou cinco crianças e feriu 30 pessoas. Em Springfield, uma caloura de 15 anos da Hadley High School cometeu suicídio e no Brasil, um jovem foi morto no Rio Grande do Sul após levar um tiro.

Tais histórias de tragédias não foram tiradas de nenhum filme policial e nem fazem parte de estatísticas comuns da criminalidade. Todas elas foram noticiadas em jornais, revistas e TV em casos denominados como Bullying.

O termo, em inglês, é usado para descrever as atitudes de violências físicas, psicológicas e verbais, intencionais e repetidas, praticadas por um ou mais indivíduos sem motivação evidente. O bully, que vem de valentão, é toda forma agressiva de intimidação e ameaça que é executada dentro de uma relação desigual de poder.

O bullying, que é pouco conhecido no Brasil, geralmente acontece nas escolas e começa de uma maneira despretensiosa do agressor até se tornar em sofrimento real para a vítima. Os apelidos inconvenientes, a exposição dos defeitos estéticos, as gozações que constragem e magoam, as piadas e as agressões físicas são alguns fatores que podem levar a vítima a mudar de comportamento e se isolar da sociedade.

É o que acontece com o aluno do ensino fundamental, Pedro Pereira (nome fictício), de 12 anos. Considerado bom aluno, o pré-adolescente se afastou do judô por se sentir constrangido quando os colegas o chamam de “perninha”. Para o garoto, as brincadeiras e os apelidos são de péssimo gosto. “Agora todo ‘mundo’ da escola me chama assim e eu não gosto”, diz o aluno que tem uma deficiência nas pernas.

Segundo a Revista Escola, uma pesquisa realizada em 2009 em seis estados brasileiros apontou que 70% de 12 mil alunos consultados afirmaram ter sido vítimas de violência escolar. Os meninos são os que mais se envolvem em casos de Bullying nas escolas, tanto como autores quanto como alvos. Entre as meninas, a principal característica é a exclusão ou a difamação.

No Centro de Ensino Fundamental 04 do Guará 1, por exemplo, os casos de bullying são freqüentes e para os envolvidos, a situação não passa de uma simples brincadeira. Para amenizar as atitudes dos alunos, um grupo de professores da escola adotou o livro Bullying e Desrespeito – como acabar com essa cultura na escola - para inserir o assunto no cotidiano dos alunos. “O livro traz uma abordagem mais ampla na qual a culpa não está nem na cultura isoladamente e nem nos indivíduos (sejam estes agressores, pais ou educadores)”, diz Wilma de Souza, assistente pedagógica do CEF 04.

Para a psicóloga Maria Cristina Neri, a maioria dos comportamentos agressivos tem inicio na infância e a grande conseqüência é ele se tornar habitual na fase adolescente e adulta. “Se a prática do bullying não for banida na infância, ela põe a fase adulta em risco por meio de um comportamento criminoso e violento”, afirma.

Afetadas negativamente,as vítimas de bullying não conseguem suportar a enorme pressão e passam a experimentar os sentimentos de raiva, angústia, vingança, mudanças súbitas de humor e automutilação. De acordo com Maria Cristina, as vítimas de bullying invertem os papéis para se defenderem. “De vítimas para agressores, elas se tornam protagonistas de histórias infelizes, quando tentam resolver os seus problemas com a consumação de atitudes mais extremas”, conclui a psicóloga.
Fonte: Unicesp 13/10/2010 - Celestina Fontoura Atualidades

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