quarta-feira, 13 de junho de 2012

Descobertas ajudam cientistas a desenvolver tratamento contra o Alzheimer

Apesar de descrita pela primeira vez em 1906, a doença de Alzheimer só começou a chamar a atenção de cientistas seis décadas depois, quando o envelhecimento da população foi acompanhado por um aumento nos casos de demência. Desde então, pesquisadores pisam fundo no acelerador, em uma corrida para encontrar terapias que evitem o avanço desse mal neurodegenerativo, cujos mecanismos de ação só recentemente começaram a se revelar. Nesta semana, três estudos divulgados por diferentes instituições, incluindo os resultados preliminares de uma vacina, prometem ajudar no desenvolvimento de terapias mais eficazes para um problema que afeta até 6% dos adultos de todo o mundo. Na Espanha, cientistas da Universidade Autônoma de Barcelona, do Conselho Nacional de Pesquisa Espanhol e da Universidade de Barcelona desenvolveram uma molécula que ataca o Alzheimer em várias frentes, se tornando uma forte candidata a entrar na formulação de novos medicamentos. O principal alvo da ASS234 são as placas amiloides, depósitos de gordura que se instalam entre os neurônios e os matam. Não se sabe ainda o que faz com que uma proteína chamada beta-amiloide estimule a produção desenfreada de lipídeos, mas a análise de tecidos cerebrais revelou que esse é um problema característico da doença. F-CB - 13/6/2012

Micro-organismos podem ser a chave para o tratamento de doenças como câncer

Quem disse que somos sózinhos......veja matéria. Nem na mais deserta das ilhas, o ser humano pode dizer que está completamente só. Desde o nascimento, o homem é habitado por trilhões de seres invisíveis, com os quais vive uma relação de troca. Esses micro-organismos precisam de um ambiente apropriado para sobreviver e, como pagamento, ajudam no bom funcionamento do corpo. Eles estão por todas as partes: olho, pele, boca, nariz, intestino, estômago e qualquer tipo de mucosa. Onde houver espaço, crescem e se reproduzem, sem que as pessoas sequer se deem conta disso. Leia mais notícias em Ciência&Saúde Os cientistas, há tempos, conhecem os benefícios da microbiota humana: ao mesmo tempo em que regula o metabolismo, criando conexões entre diferentes órgãos, ela produz importantes nutrientes e ajuda a combater seres invasores. Mas os pesquisadores acreditam que há muito mais o que se aproveitar desses hospedeiros e, por isso, têm intensificado o estudo sobre os minúsculos organismos. Em um especial publicado na revista Science de hoje, eles mostram que a manipulação de bactérias que habitam o corpo humano pode ser a chave para o tratamento de diversas doenças. Para isso, precisam entender melhor como os organismos se formam e evoluem. F: CB 13/6/2012