quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Semana da Comunicação: não seja mais um na multidão!


Galera, vamos participar. As Oficinas estão muito boas
O Curso de Comunicação Social das faculdades UnICESP promove a Semana da Comunicação de 17 a 19 de novembro de 2010. O objetivo do evento é integrar os cursos de Jornalismo, Publicidade e Audiovisual. Dessa integração entre os cursos surgiu o slogan: Semana da Comunicação: não seja mais um na multidão!

Essa é uma oportunidade dos alunos aprimorarem a formação acadêmica e colocarem em prática os conhecimentos teóricos aprendidos, além de buscar o aperfeiçoamento para enfrentar o mercado de trabalho. A Semana contará com palestras, mesas redondas e sete oficinas que abordarão temas relacionados às diferentes habilitações do curso de Comunicação Social.

A abertura do evento será na quarta-feira, 17 de novembro, às 19h, com a participação da rádio Transamérica na entrada do Campus I da instituição. A Semana contará também com exposições de fotografia, evolução do rádio (peças antigas), caricaturas e graffiti. A cobertura (TV, Rádio e Impresso) e registro do evento serão feitas pelos estudantes de jornalismo.

No encerramento, será apresentada a Mostra de Vídeos (produzidos por alunos do Curso de Audiovisual) no pátio, próximo ao auditório.

Curso 4º semestre jornalismo

Confira a programação no site da faculdade

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Para Dilma, salário de ministro está defasado e dificulta preenchimento do cargo

Essa piada é brincadeira.....veja matéria

Em visita à Coreia do Sul, a presidente eleita, Dilma Rousseff, disse que, se não houver aumento salarial no Executivo, "não vamos ter ministros no Brasil", mas se recusou a falar sobre eventuais reajustes nas remunerações do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.
"Nessa história [aumento do salário do Legislativo vinculado a um aumento para o de presidente], eu sou a última a saber. Agora, de fato alguma coisa vai ter de ser feita em relação ao salário dos ministros. Porque, caso contrário, nós não vamos ter ministros no Brasil. É muito defasado em relação ao mercado", afirmou, em rápida entrevista a jornalistas brasileiros no saguão do hotel onde está hospedada.

Nesta semana, a Folha revelou que os congressistas pretendem vincular o aumento de seu próprio salário ao de Dilma e dos ministros.

Os congressistas argumentam que estão há cerca de três anos com o mesmo salário. O salário do presidente está em R$ 11.420,21. Deputados e senadores ganham R$ 16.512,09, mais benefícios. Já os ministros recebem R$ 10.748,43 brutos.
Fonte: FSP 11/11/2010 - FABIANO MAISONNAVE

domingo, 7 de novembro de 2010

Injúria feita em redes sociais, agora é crime....veja matéria

Mulher terá de pagar R$ 1 mil a mãe e filha por injúria no Orkut

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou, em segunda instância, que uma mulher pague indenização a outras duas por tê-las ofendido na internet. A acusada terá de pagar R$ 1 mil a cada uma por ter postado diversos comentários na rede social Orkut a partir de janeiro de 2007, atacando a imagem de uma mulher e sua filha e usando inclusive palavras de calão. Não cabe recurso da decisão.

No acórdão, os desembargadores da 2ª Turma Cível do TJDFT determinam que, mesmo postadas em site de acesso restrito, as ofensas publicadas representam dano moral. De acordo com o documento, mesmo que a página virtual não seja de acesso universal, as informações publicadas no site de relacionamento ainda podem ser vistas por um número indeterminado de indivíduos. “É alto o grau de lesividade do ato ilícito, pois as mensagens ofensivas foram postadas na internet, sendo acessíveis a inúmeras pessoas.”

Na apelação protocolada contra a decisão inicial, a acusada argumentou que as autoras da ação não haviam comprovado o dano moral, mas o acórdão contestou a alegação. Segundo os desembargadores, o dano moral é presumido assim que o fato ofensivo é comprovado. “A injúria pela internet, por meio de reiteradas mensagens ofensivas, excede aos meros dissabores diários”, diz trecho da decisão. A ofensa foi enquadrada no artigo nº 140 do Código Penal, item que se refere ao crime de injúria (veja O que diz a lei).

As mulheres ofendidas e a que ofendeu já tinham entrado em acordo judicial no Juizado Especial Criminal, onde a autora das ofensas se comprometeu a não levar adiante o ataque virtual. Mesmo assim, mãe e filha decidiram entrar na Justiça e pedir a indenização. O valor pedido era de R$ 15 mil para cada uma, montante que foi reduzido para R$ 2 mil em primeira instância, e firmado em R$ 1 mil após o recurso protocolado pela acusada. A redução do valor teve como principal motivação a renda da acusada, que alega receber somente um salário mínimo mensal (R$ 510).

Responsabilidade
Pedidos de indenizações motivados por ofensas causadas no meio virtual têm se tornado comuns nos últimos anos. De acordo com o advogado Alexandre Atheniense, especialista no assunto, para a Justiça, a internet não é mais uma área confusa para a lei. “Há vários precedentes de diversos tribunais condenando provedores nesses casos. Se houver possibilidade de identificação de autoria do conteúdo considerado ilícito, as pessoas podem ser responsabilizadas”, explica Alexandre. Os valores da indenização, de acordo com o advogado, chegam a R$ 100 mil. Segundo ele, a melhor forma de evitar brigas judiciais é aprender a delimitar as diferenças entre injúria e liberdade de expressão. “O brasileiro é muito ingênuo em achar que há uma impunidade, que há um anonimato na rede social. Então, as pessoas acabam tendo de pagar indenização pela prática desses atos.”

O advogado ainda frisa que as autoras da reclamação também poderiam ter incluído na ação o provedor, neste caso a empresa Google, responsável pelo site Orkut. De acordo com o especialista, a responsabilidade da empresa seria motivada pelo suporte dado ao ato ilícito. “Já existem várias condenações contra o Google, para reparar danos causados em decorrência dos conteúdos ilícitos publicados por meio do Orkut”, ressalta. “Nesse caso, acho que elas deveriam ter proposto uma ação contra a pessoa que publicou e contra o Google simultaneamente. Porque eu acho que ambos têm de reparar o dano que causaram”, acredita o especialista.

O QUE DIZ A LEI

O artigo 140 do Código Penal prevê pena de um a seis meses, ou multa, ao autor da injúria que ofender a dignidade de alguém. O juiz pode deixar de aplicar a pena quando a vítima provocar diretamente a ofensa, ou quando responder ao caso com outra injúria. Se a injúria consistir em violência ou vias de fato, o acusado pode cumprir detenção de três meses a um ano, além de multa correspondente à gravidade. O tempo de prisão previsto em lei é ainda maior se a injúria utilizar elementos de preconceito racial ou social: reclusão de um a três anos, além da multa.

Memória
SITUAÇÃO SEMELHANTE

A estudante de direito Mayara Petruso pode responder a processo por crimes de racismo e incitação pública devido a declarações que teria publicado na internet discriminando nordestinos. Caso a notícia-crime apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE) seja aceita pelo Ministério Público, Mayara pode cumprir de três meses a cinco anos de reclusão, além de ser condenada a pagar multa.

A paulista é alvo da OAB-PE devido a comentários ofensivos que postou nas redes sociais Twitter e Facebook após a vitória de Dilma na disputa pela Presidência. Segundo a estudante, os nordestinos seriam os responsáveis pelo resultado eleitoral, contra o qual ela se posicionava. “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”, escreveu no microblog. As declarações foram duramente criticadas por expressões como “xenofobia, não” e ainda levaram à demissão do escritório de advocacia onde estagiava. (RB)

DF RESPONDERÁ POR AGRESSÃO

Uma professora deverá ser indenizada em R$ 10 mil por ter sido agredida por um aluno dentro da escola pública do DF. A decisão é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Conforme o processo, a educadora vinha sofrendo ameaças de morte pelo estudante até o ponto de ser agredida fisicamente. A direção do colégio teria sido avisada sobre o problema, nas não tomou providência de transferi-lo. No entendimento dos magistrados, neste caso, o Estado deve ser responsabilizado por omissão, por não ter prestado a devida segurança à servidora. Depois de ser agredida, a professora fez exames psicológicos e de corpo de delito, que constataram graves lesões pelo corpo, além de danos físicos e morais. Mesmo após ser remanejada para outro centro de ensino, a educadora passou a ter receio de ministrar aulas com medo de sofrer nova agressão.

Inicialmente, a servidora entrou com uma ação de danos contra o DF, o diretor e o assistente da escola onde lecionava, responsabilizando-os pela má prestação no atendimento e pela omissão do poder público. A princípio, o valor pedido pela professora foi de R$ 15 mil. A decisão em primeiro grau do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) reconheceu que a culpa pela agressão recai exclusivamente sobre o Estado, tendo obrigação de manter a segurança da escola. O Distrito Federal recorreu, alegando que “não pode ser responsabilizado diante de omissões genéricas e que era necessária a devida comprovação de culpa da administração em não prestar a devida segurança, tendo em vista que havia a presença de um policial que não foi informado pela direção da escola sobre o ocorrido em sala de aula”.

O ministro do STJ Castro Meira ressaltou que o fato de haver um policial na escola não afasta responsabilidade do DF. No voto, o relator observou que ocorre culpa do Estado quando o serviço deixa de ser prestado. Para Castro Meira, se a professora foi agredida dentro do estabelecimento educacional “houve inequívoco descumprimento do dever legal do Estado na prestação efetiva do serviço de segurança”.
Fontes: CB Roberta Machado- Publicação: 06/11/2010 08:00

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bullying? Eu já ouvi falar

Postei esta matéria, para que as pessoas leiam e fiquem sabendo o que é realmente o Bullying....Eu passei por este constrangimento dentro de um grande órgão federal. Mas, em compensação para lavar a minha alma, disse-lhe umas verdades ao "Todo Poderoso", que se achava, tenho certeza que ele se sentiu um grãozinho de areia.
Não levei adinte para a Corregedoria do órgão, pq achei que não valeria a pena.

Leia a matéria: “Vocês me levaram a fazer isto”, esta foi à mensagem da carta escrita pelo suicida Cho Seung-Hiu de 23 anos após o massacre que resultou na morte de 32 pessoas na Universidade de Tecnologia da Virgínia, nos Estados Unidos.

Em Stockon, Califónia, um homem matou cinco crianças e feriu 30 pessoas. Em Springfield, uma caloura de 15 anos da Hadley High School cometeu suicídio e no Brasil, um jovem foi morto no Rio Grande do Sul após levar um tiro.

Tais histórias de tragédias não foram tiradas de nenhum filme policial e nem fazem parte de estatísticas comuns da criminalidade. Todas elas foram noticiadas em jornais, revistas e TV em casos denominados como Bullying.

O termo, em inglês, é usado para descrever as atitudes de violências físicas, psicológicas e verbais, intencionais e repetidas, praticadas por um ou mais indivíduos sem motivação evidente. O bully, que vem de valentão, é toda forma agressiva de intimidação e ameaça que é executada dentro de uma relação desigual de poder.

O bullying, que é pouco conhecido no Brasil, geralmente acontece nas escolas e começa de uma maneira despretensiosa do agressor até se tornar em sofrimento real para a vítima. Os apelidos inconvenientes, a exposição dos defeitos estéticos, as gozações que constragem e magoam, as piadas e as agressões físicas são alguns fatores que podem levar a vítima a mudar de comportamento e se isolar da sociedade.

É o que acontece com o aluno do ensino fundamental, Pedro Pereira (nome fictício), de 12 anos. Considerado bom aluno, o pré-adolescente se afastou do judô por se sentir constrangido quando os colegas o chamam de “perninha”. Para o garoto, as brincadeiras e os apelidos são de péssimo gosto. “Agora todo ‘mundo’ da escola me chama assim e eu não gosto”, diz o aluno que tem uma deficiência nas pernas.

Segundo a Revista Escola, uma pesquisa realizada em 2009 em seis estados brasileiros apontou que 70% de 12 mil alunos consultados afirmaram ter sido vítimas de violência escolar. Os meninos são os que mais se envolvem em casos de Bullying nas escolas, tanto como autores quanto como alvos. Entre as meninas, a principal característica é a exclusão ou a difamação.

No Centro de Ensino Fundamental 04 do Guará 1, por exemplo, os casos de bullying são freqüentes e para os envolvidos, a situação não passa de uma simples brincadeira. Para amenizar as atitudes dos alunos, um grupo de professores da escola adotou o livro Bullying e Desrespeito – como acabar com essa cultura na escola - para inserir o assunto no cotidiano dos alunos. “O livro traz uma abordagem mais ampla na qual a culpa não está nem na cultura isoladamente e nem nos indivíduos (sejam estes agressores, pais ou educadores)”, diz Wilma de Souza, assistente pedagógica do CEF 04.

Para a psicóloga Maria Cristina Neri, a maioria dos comportamentos agressivos tem inicio na infância e a grande conseqüência é ele se tornar habitual na fase adolescente e adulta. “Se a prática do bullying não for banida na infância, ela põe a fase adulta em risco por meio de um comportamento criminoso e violento”, afirma.

Afetadas negativamente,as vítimas de bullying não conseguem suportar a enorme pressão e passam a experimentar os sentimentos de raiva, angústia, vingança, mudanças súbitas de humor e automutilação. De acordo com Maria Cristina, as vítimas de bullying invertem os papéis para se defenderem. “De vítimas para agressores, elas se tornam protagonistas de histórias infelizes, quando tentam resolver os seus problemas com a consumação de atitudes mais extremas”, conclui a psicóloga.
Fonte: Unicesp 13/10/2010 - Celestina Fontoura Atualidades

A importância da Semiótica para a Comunicação


A todo o momento há um fluxo inesgotável de mensagens passando por nossa consciência, resultando em diversas sensações e estímulos. O homem interpreta o mundo como linguagem e, por isso, é necessário aguçar o senso crítico em relação às diversas mensagens que são percebidas. As cores, os gestos, os sons, o vestuário carregam um significado ou uma intenção.

O termo semiótica é de origem grega “semeion” que significa signo. É o estudo que analisa a linguagem em geral, não determinada idiomas ou a linguagem falada em si, mas o estudo das formas e interpretação de tudo o que está ao nosso redor. O pensador Charles Pierce um dedicou-se ao estudo de diversas áreas do pensamento lógico, entre como a química, matemática e filosofia, mas tinha a semiótica como o centro de seu interesse, pois para ele a semiótica proporcionava a compreensão das demais áreas “a análise de antemão sem um julgamento das experiências do homem, das percepções internas, externas e intensas”.

Luiz Reis leciona a disciplina Semiótica dos Meios Audiovisuais para alunos do curso de jornalismo nas Faculdades Integradas Unicesp. Para ele, conhecer a semiótica é desvendar uma ciência que estuda a linguagem através dos signos. Para o professor, a semiótica nos possibilita compreender os mecanismos e processos pelos quais passa a nossa mente ao interpretar o mundo e os elementos ao nosso redor. ”O estudo da semiótica é uma área que abre novas possibilidades de pesquisas. Além disso, ela ensina como o profissional pode lidar e manipular a linguagem de maneira a atingir certos objetivos”, afirma Reis.

No trabalho jornalístico, os instrumentos de estudo da semiótica também são constantemente presentes. Certa matéria pode atrair a atenção do leitor, em primeiro momento, muito mais pela imagem que foi exposta, do que pela própria chamada escrita. Ou o que muitas vezes não é falado por um repórter ou escrito em mídias impressas, pode ser indiretamente dito por meio de cena, figura, ou foto, despertando diversas reações interpretativas nas pessoas. Com a expansão da internet e as mídias atuais, é exigido do jornalista uma apuração mais cautelosa e analítica possível, pois o fluxo informações nos meios de comunicação são cada vez maiores e intensos.

Um exemplo constantemente presente em nossas experiências são os trabalhos publicitários. Entendendo e analisando os efeitos audiovisuais da forma e seu conteúdo (significado), a mídia publicitária muito utiliza de técnicas e estratégias contidas no estudo da semiótica. Para Diego Rodovalho, diretor de arte da RBM Comunicação, é a avaliação do "porque" de usar uma forma ou outra. No trabalho publicitário, o estudo da semiótica tem total relevância, pois o objetivo da mensagem a ser transmitida e o signo utilizado estão totalmente ligados, podendo surtir efeitos desejados ou indesejados. ”É muito importante estudar o público-alvo antes de desenvolver um material publicitário. Certa vez, uma empresa brasileira de frangos foi exportar seu produto para China e a embalagem era predominantemente branca. O que a empresa não analisou previamente, é que na China as pessoas não gostam muito da cor branca por estar ligada ao luto, isso teve efeitos na venda do frango. Este é um exemplo da relação entre um signo com uma questão cultural que pode influenciar no sucesso do produto ou de uma mensagem", conta Diego.

O estudo da semiótica mostra que para entendermos o mundo temos que entender a linguagem refletindo em seus efeitos, poder e influências.
Fontes: Site Unicesp - Paula Freire 20/10/2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Estúpido é não aprender com os erros, diz Marina Silva

Candidata do PV afirma que o PT não tomou nenhuma providência para evitar que outro escândalo ocorresse dentro da Casa Civil

De Bernardo Mello Franco

Como a sra. vê a série de escândalos que marca esta reta final da campanha?

Tivemos, na história do Brasil, sucessivos casos graves de corrupção e tráfico de influência. Houve a compra de votos para a reeleição, no governo Fernando Henrique Cardoso. Depois o mensalão, no governo Lula.

Sábios são os que aprendem com os erros dos outros, e estúpidos são os que não aprendem nem com os próprios erros. Os partidos que estiveram no poder tiveram a oportunidade de aprender, mas as pessoas sempre são tentadas a se colar nos ganhos e nos acertos. Quando acontecem os erros, aí não é responsabilidade sua.

O PT aprendeu com o caso do mensalão?

Uma parte do PT aprendeu muito. Outra parte parece não ter aprendido. As denúncias que surgiram nos últimos dias revelam isso. Ficam tão focados no que serve para faturar eleitoralmente que não tratam dos problemas.

Você não pode negligenciar os problemas, mesmo que isso renda desconforto político e perda de popularidade. As coisas que precisam ser feitas têm que ser feitas.

O que a incomoda mais?

O que incomoda é que houve uma crise grave em 2005 e agora essa crise se repete de novo. Não foi tomada nenhuma medida para evitar que isso acontecesse de novo na Casa Civil. Em cima da figura do presidente, que precisa ser protegida desse tipo de coisa. Um ministro da Casa Civil [José Dirceu] já tinha caído por causa disso, e o erro se repete novamente.

Os casos são comparáveis?

Um era mensalão e o outro é tráfico de influência. Mas são graves do mesmo jeito. Gravíssimos.

A sra. afirmou que só critica o Bolsa Família quem não sabe o que é passar fome. A oposição passou muitos anos batendo no programa. Ela se distanciou do povo?

Houve falta de sensibilidade para um problema grave, que precisava ser enfrentado. Isso se revela nos discursos, mas também na ausência de políticas consistentes para esses segmentos da sociedade durante muitos anos [no governo tucano].

Agora vejo o candidato José Serra dizendo que vai dobrar o Bolsa Família, dar o décimo-terceiro do Bolsa Família. Pergunto se o partido dele [PSDB] e o DEM, que criticaram tanto o programa, estão fazendo uma revisão, ou se é só em função da eleição.

O eleitor percebe isso?

As pessoas percebem quando você está levantando uma questão como compromisso, e não apenas como promessa. Quando você está reconhecendo um ganho real ou está fazendo uma apologia para faturar.

A sra. ficou sozinha na defesa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso...

As pessoas perguntam por que falo do Plano Real e do FHC, se nem o Serra o defende. Dizem que tira voto. Não falo para ganhar voto, falo porque é justo. Reconhecer ganhos do Real e da política social de Lula é ter um olhar honesto para a História.

Serra foi para o ataque, mas a sra. foi quem cresceu com os escândalos. Por quê?

Porque sou a terceira via que o eleitor está buscando. O eleitor compreendeu que a Dilma e o Serra são muito parecidos, que as alianças que eles têm são mais do mesmo. Há uma repetição quase neurótica do discurso político, sem nada de novo.

O eleitor está cansado de ver isso. Ele quer alguém que olhe para as questões graves e não faça discurso populista para faturar a eleição, dizendo que vai resolver tudo num passe de mágica. Agora as pessoas prometem tudo. A gente tem que respeitar a inteligência do cidadão.

Serra prometeu elevar o salário mínimo a R$ 600 e criar o 13º do Bolsa Família. É disso que a sra. está falando?

Estou falando de ter uma plataforma, em vez de evitar ter um programa e ficar fazendo uma colagem de promessa atrás de promessa. Aí não tem critério. O céu é o limite. "Não subiu o suficiente [nas pesquisas]? Então vou prometer mais, mais e mais".

Você tem que pensar no limite das contas públicas, na possibilidade de implementar o que está dizendo. Não estou fazendo o discurso fácil. Se ganhar, quero ganhar ganhando, e se perder, quero perder ganhando.

O que é perder ganhando?

É quando você sai do processo maior do que você entrou. E nem precisa ser maior eleitoralmente, em quantidade de votos. Significa que você não vendeu seus princípios. Manteve uma atitude digna, justa, inclusive na relação com os concorrentes.

Quando saí do Ministério do Meio Ambiente, as pessoas disseram: "Poxa, a Marina saiu maior do que entrou". Naquele momento, parecia que eu tinha perdido a batalha para o Mangabeira [Unger], o [Reinhold] Stephanes, o Ivo Cassol. Aí eu disse: a derrota ou a vitória se mede na História. Eu me sinto vitoriosa hoje, porque o desmatamento segue caindo.

A subida de Dilma a surpreendeu? Imaginava que seria tão difícil enfrentá-la?

Nunca subestimei ninguém. Sempre soube da força que teria o partido [PT], o presidente Lula. Mas a decisão é do cidadão.

Não é impossível vencer uma candidata apoiada por um governo tão popular?

O projeto pode continuar com outro candidato. As pessoas precisam ter segurança disso, e eu passo essa segurança pela minha origem, pela minha trajetória. Se foi possível ao presidente Lula manter os ganhos do Real, porque não será possível a mim manter o Bolsa Família?

O PV está aliado ao PSDB no Rio, e agora seus candidatos ao Senado fazem dobradinha em São Paulo. Hoje, Serra é o mais cotado para ir ao segundo turno. A sra. o apoiaria?

Segundo turno se discute no segundo turno. Sinto que a minha candidatura é o segundo turno viável.

Sua candidatura cresce entre os mais ricos. Teme ser refém de uma moda ecológica?

As pessoas mais simples têm uma identificação natural quando conhecem minhas ideias, minha trajetória.
Há uma dificuldade sim, de estrutura. É uma luta de Davi contra Golias, se comparar as candidaturas. O que me anima é que Davi ganhou a luta com uma pedra, acertando a pedra no lugar certo.
Fonte:Folha de S. Paulo- Entrevista)- 26.09.2010|19h15m

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dilma: a carta que Lula tirou da manga

Brasília – Dilma Vana Rousseff já teve muitas vidas, muitos nomes e muitos projetos de vida. O que ela nunca imaginou é que seria a primeira mulher brasileira a conquistar, pelo voto, o mais alto cargo da República, até agora ocupado só por homens. Ela foi eleita presidente com 55,5 milhões de votos, correspondentes a 56,01% dos votos válidos, derrotando José Serra, do PSDB, que teve43,606 milhões de votos, ou 43,99% do total de votos validos (com 99,56% das urnas apuradas).

Muita gente, dentro e fora do governo, também achava que isso seria impossível: embora a política tenha marcado toda a sua vida, Dilma nunca havia disputado antes uma eleição.

“Dilma não tem jogo de cintura eleitoral”, “Dilma é durona e carrancuda”, “Dilma é uma técnica sem carisma”. “Dilma não tem trânsito entre os partidos e os políticos”. Tudo isso e muito mais foi dito sobre a então ministra-chefe da Casa Civil, quando, ainda em 2008, começou a circular a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pensava nela como candidata a sua sucessão.

No segundo mandato, a aprovação do governo e a popularidade do presidente Lula alcançaram índices inéditos, e isso foi possível porque, depois de ajustar as contas públicas no primeiro mandato, a política econômica, combinada com a política de distribuição de renda e os programas sociais começou a produzir excelentes resultados: a economia crescia, gerava mais empregos, a renda dos mais pobres aumentava, a desigualdade diminuía, o país se tornava melhor internamente e mais respeitado lá fora. Na era Lula, cerca de 28 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema e ascenderam socialmente.
Fonte Agência Brasil - 31/10/2010
Veja na íntegra http://www.ebc.com.br/imprensa/ebc-na-midia/outubro-2010/dilma-a-carta-que-lula-tirou-da-manga/