quinta-feira, 31 de maio de 2012
Campanha contra tabagismo inicia dia 31 de maio
No proximo dia 31 de Maio, o mundo inteiro lembra o combate ao tabagismo. A data instituída “Dia Mundial sem Tabaco” foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o intuito de sensibilizar o maior número possível de pessoas sobre os males causados pelo consumo do tabaco e seus derivados. O tema deste ano é: “Fumar: faz mal pra você, faz mal para o planeta”. (...)
O diretor do Caps-AD, Ademir Pereira explicou que o programa de combate ao tabagismo foi implantando no município em 2010, logo após a implantação do Caps-AD. “Nós já vínhamos atendendo às pessoas dependentes químicas e o tabagismo é um problema tão grave quanto às demais dependências. Este male mata milhões de pessoas em todo o mundo e com o apoio do prefeito Roberto Sobrinho e da primeira-dama Lucilene Peixoto inserimos dentro dos serviços oferecidos pelo Caps-AD, o programa que vem beneficiando centenas de pessoas que nos procuram diariamente em busca de uma solução para este problema”, destacou.
Ademir explica que para receber o tratamento basta simplesmente procurar a unidade e se cadastrar. “O paciente passa por uma triagem com o assistente social, por consulta e consequentemente encaminhamento para o tratamento. Este serviço objetiva promover a saúde e consequentemente mais qualidade de vida”, finalizou.
Fumantes
De acordo com os dados do Caps- Ad, em Rondônia cerca de 17% da população é fumante. Atualmente o Caps-Ad tem parceria com a Emater e nos assentamentos da Usina Elétrica Santo Antonio. O centro é coordenado pela Semusa e de forma gratuita atende usuários adultos de ambos os sexos que tenham a dependência do tabaco.
A assistência visa integrar o paciente com a família e com a sociedade, sem precisar de internação. O usuário pode ser encaminhado espontaneamente pela família ou por centros de saúde, pelo Programa de Saúde da Família (PSF) ou pelos hospitais.
Você sabia que:
1- Para cada 300 cigarros fabricados, 01 árvore é queimada;
2- Um maço de cigarros por dia sacrifica uma árvore a cada 15 dias;
3- O cigarro, levado pela chuva para rios, lagos e oceano prejudica peixes e aves marinhas;
4- As pontas de cigarros lideram os itens mais coletadas nas praias, balneários e rios e corresponde até 50% de todo lixo coletado em ruas e rodovias;
5- Guimbas de cigarro quando descartadas acesas provocam 25% de todos os incêndios no planeta;
6- Filtros de cigarro demoram cerca de 25 anos para se decompor;
7- Agricultores são vítimas de doenças causadas pelos pesticidas e pelo manuseio da folha do tabaco;
8- Crianças fumantes passivos (filhos de pais fumantes) apresentam maior possibilidade de contrair pneumonia, bronquite, otite e asma;
9- Mesmo quem não fuma, mas respira a fumaça de produtos de tabaco, corre risco de ter câncer de pulmão, infarto e muitas outras doenças graves;
10- A respiração, fôlego e batimentos cardíacos começam a voltar ao normal após o 1º dia sem fumar.
Fonte: JRR - 31/5
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Já estava bem na hora....brasileiros estão sendo barrados na Espanha. O Brasil tem que impedir tb a entrada deles por nossas bandas....vejam matéria
Artista plástico espanhol é barrado pela PF no aeroporto de Fortaleza
O artista plástico espanhol José Rincón foi impedido pela PF (Polícia Federal) de entrar no Brasil, no último sábado (26), no aeroporto de Fortaleza. Ele iria participar como professor de uma exposição de gravuras em Sobral, a 248 km da capital cearense.
O voo da companhia aérea portuguesa TAP em que o artista viajava desde Madri fez escala em Lisboa e aterrissou em Fortaleza por volta das 20h30. Cerca de 50 minutos depois, Rincón embarcou em outro avião de volta para Espanha.
Segundo a PF, o artista foi "repatriado por não preencher os requisitos necessários para a entrada no Brasil e por reciprocidade no controle migratório de turistas espanhóis no país".
A PF ainda informou que Rincón não apresentou os "documentos originais" que comprovassem reserva em hotel, carta-convite e local de estadia.
O presidente da Ecoa (escola de artes que organiza a exposição), Roberto Galvão, afirmou que o artista havia imprimido os e-mails enviados do Brasil com todos os comprovantes necessários.
Para Galvão, o proibição da entrada de Rincón está relacionada ao caso do artista plástico baiano Menelaw Sete.
No dia 19, ele foi obrigado a retornar ao país ao ser barrado no Aeroporto Barajas, em Madri. Sete estava indo para a Itália.
"O curador da exposição tentou conversar com a PF, mas os agentes disseram que foi uma resposta em relação ao caso da semana passada", disse Galvão.
REGRAS MAIS DURAS
No início de abril, o governo federal adotou exigências mais rígidas para a entrada de espanhóis no país. A decisão foi tomada depois de uma série de turistas brasileiros terem sido impedidos de entrar na Espanha.
Com as alterações, os espanhóis que tentam entrar no país precisam apresentar passaporte válido por, no mínimo, seis meses. Também é exigido comprovantes de ida e volta, hospedagem e carta-convite.
O Ministério das Relações Exteriores nega que a adoção das normas seja uma retaliação à política migratória adotada pela Espanha.
Fonte: FSP 28/05
domingo, 27 de maio de 2012
Já estava na hora....Livros de ciência bons, grátis e dentro da lei
TENHO ACOMPANHADO DE LONGE o debate que se delineou em torno do site Livros de Humanas, processado pela ABDR (Associação Brasileira de Direitos Reprográficos) por pirataria. Para quem não ouviu falar da polêmica ainda, trata-se de um estudante que indexava links de cópias de livros em PDF para ajudar outros universitários com as leituras necessárias a seus cursos.
O réu do processo, Thiago, já foi entrevistado pela Josélia Aguiar, do blog Livros Etc, por isso não vou discutir aqui as questões de legalidade. Quero apenas falar de um projeto americano que está encontrando solução para um problema que não é exclusivo do Brasil: bancar a leitura de um curso de graduação sem usar fotocópias é simplesemente caro demais. Não conheço ninguém da minha geração que não tenha apelado ao velho xerox (os mais jovens preferem os PDFs) para dar conta de adquirir toda a leitura necessária.
Aqui nos EUA, o problema me parece ser pior nos cursos de exatas e biológicas, que requerem livros-texto bastante caros —na faixa de US$ 100 ou US$ 200. Muitos estudantes recorrem a sebos, mas as editoras buscam tirar de circulação os livros usados, acrescentando mudanças de conteúdo nas novas edições. Algumas alterações são apenas cosméticas, com intuito único de sabotar as edições antigas, mas é difícil se dar conta disso sem analisar o livro inteiro.
Para contornar o problema, o projeto OpenStax College, da Universidade Rice, de Houston, começou a publicar em fevereiro uma série de livros-texto escritos por equipes de cientistas de alto nível. Os livros, de qualidade suficiente para competir com obras que estão liderando o mercado agora, estão disponíveis de graça para download em PDF. Podem também ser comprados encadernados pelo preço de custo da impressão/distribuição. Sai cerca de US$ 40 para um livro-texto colorido, de formato grande, com 1.200 páginas.
O OpenStax está sendo bancado agora por generosas doações de filantropos milionários —Bill Gates, da Microsoft, e William Hewlett, da HP, entre eles—, mas a idéia é que se torne menos dispendioso no futuro. Uma vez que os livros estiverem prontos, será preciso fazer apenas o trabalho de revisão e ampliação.
Folheei hoje um exemplar de “College Physics” (física para graduação), que me pareceu ser bastante organizado, bem redigido, abrangente, bem ilustrado e didático. (Físicos leitores deste blog certamente podem dar um parecer melhor que o meu.)
Além desse título, o projeto já lançou está lançando neste ano “Biology”, “Concepts in Biology”, “Introduction to Sociology” e “Anatomy and Physiology”. A meta inicial é providenciar obras para cobrir as 20 disciplinas mais cursadas em universidades dos EUA. Em entrevista ao “New York Times”, o diretor do projeto, Richard Baraniuk, disse que se os cinco primeiros volumes garfarem apenas 10% do mercado em que estão entrando, estudantes economizariam em conjunto US$ 90 milhões só nos primeiros cinco anos.
Curiosamente, é um valor na mesma ordem de grandeza do processo contra o site Livros de Humanas, no qual a ABDR pede R$ 200 milhões. O que eu me pergunto, então, é se um projeto como o OpenStax pode ter seu modelo copiado no Brasil.
Talvez seja difícil levantar uma grana dessas no país, onde filantropos entusiastas da ciência estão em falta. Uma coisa legal do projeto americano, porém, é que não são só os ricaços que estão colaborando. “College Physics” foi baseado em grande parte no livro-texto homônimo do físico Peter Urone, que adquiriu os direitos autorais da obra e os doou ao OpenStax, conforme conta Marc Sher. (Um exemplar do livro original de Urone ainda estava à venda ontem na Amazon por mais de US$ 200.)
Talvez alguns autores brasileiros se prestem a fazer o mesmo, caso não exista dinheiro para bancar um projeto grande logo de cara. Talvez seja necessário adotar outro modelo. Uma dificuldade a mais é que a maioria das disciplinas universitárias de humanas não se ancora em livros-texto e requer leituras mais fragmentadas. De qualquer forma, acho irônico que o Brasil, um país onde quase toda a produção acadêmica sai de universidades públicas, esteja com tanta dificuldade para encontrar uma solução.
Nos EUA, Bill Gates, um capitalista que passou boa parte de sua história enfrentando a pirataria de software, está agora ajudando a bancar um projeto que vai licenciar todos os seus produtos com acesso aberto. Talvez o jogo de interesses que favorece a manutenção de oligopólios editoriais no setor de livros didáticos esteja finalmente mudando em face das novas tecnologias. E no Brasil?
Fonte FSP 25/5/2012
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