A história do livro Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley no ano de 1932, aborda o gênero fictício descrevendo uma fantasia de um mundo irreal, mas que ficou longe de ser perfeito, onde mostra alguma influência real e atual para aquela época. Começa questionando a função dos “neurônios” e o “nascimento” como sendo a criação do indivíduo se dando através de uma dependência ou um condicionamento humano - uma espécie de clonagem embrionária - que serve como base para uma nova geração dessa sociedade. Onde, afirma que “decantamos nossos bebês sob a forma de seres vivos socializados, e complementa – são futuros Diretores de Incubação no futuro”. E, também como sendo necessário esse tipo de controle, por que os nascimentos ocorriam aleatoriamente, comparando como se fosse uma indústria a uma grande linha de produção, igual à de Henry Ford. Este é responsabilizado por grande evolução, que era adorado por todos, pois foi o responsável pela invenção e criação do primeiro carro no mundo, chamado “Ford”. Huxley deixa claro que o condicionamento é de muita importância, e que a finalidade é “fazer as pessoas amarem o destino de que não podem escapar”. Mas, ao mesmo tempo se percebe uma discriminação nessa fabricação de seres humanos, diferenciando os Betas, Deltas e Gamas, siglas da Ciência Biológica usada para diferenciar esses seres como sendo mais inteligentes, chamava os Ípsilons de burros, brancos.
E, ele continua com seu raciocínio, fala de forma minuciosa, no primeiro capítulo, por várias vezes sobre “alfas, betas, gamas, deltas e ípsilons” – e, compara essas siglas, como sendo: responsáveis pelo desenvolvimento do ser humano, quanto à religião, sexo, prazer e reprodução, etc. Conceitua também como seria um “futuro sem família” e, sem democracia, sem cristianismo, sem arte e, mais ainda sem liberdade. Porque, o que se tinha de conhecimento com relação a esses conceitos – era algo completamente imposto e manipulado através das grandes massas, ditando regras em cima dessa sociedade. Deixa clara a preocupação da infiltração desses novos costumes dentro dessa sociedade, porque senão a “promiscuidade é a regra, “cada um pertence a todos” e que isso também serve como base para o controle, porque “a medida que diminui a liberdade política e econômica, a liberdade sexual tende a aumentar”. E, diante dessa evolução construída por Huxley já começa a ter uma certa preocupação com a infiltração de novos costumes e conceitos dentro dessa sociedade. E, criticando esses novos costumes, e menciona que só atrapalharia toda essa modernidade dentro dessa sociedade, acostumada a respeitar regras e viver certos costumes já condicionados desde o nascimento e para alguns indivíduos aceitarem a sua condição social, moral e até mesmo profissional, sem questionar na realidade a “sua sorte”, vamos dizer assim.
Então, quando Huxley cria essa sociedade fictícia, que unicamente viviam pelo prazer e, tinham que viver uma vida predestinada a uma sociedade submissa, onde toda a camada social já nascia – inclusive - até com cargos e empregos já escolhidos para o futuro, e, portanto, eram condicionados a gostar do que faziam, sem a menor pretensão de terem uma ascensão social e profissional. Outra questão também muito respeitada era a região que ele menciona como “mantras”, como por exemplo, não ficar com roupas velhas, jogue-as fora e compre novas, a separação de indivíduos, dependendo de qual atividade irá desempenhar ao longo da vida um tipo de condicionamento, tendo também os preparados para o trabalho pesado, aqueles que precisam pensar um pouco mais, aqueles que não precisam pensar muito. Porém, o sentimento era deixado totalmente de lado e, a maneira de viver a vida era o que mais importava.
Diante de toda essa modernidade, ele já menciona a existência de algumas drogas, tais como, o cigarro, o álcool. E, cita outra por nome de “Soma” que era legalizada e distribuída pelo próprio Governo. Mas que só era liberada para a cura de certas doenças como depressões, solidão, comuns naquela época.
E assim esse mundo novo já começava com um Governo muito autoritário bastante obcecado pelo controle total da população, devido ao surgimento de novas ideologias nem tão modernas, como o fascismo e o comunismo que já dominava as massas, ou seja, a sociedade daquela época.
Então, diante de tantos conflitos Huxley narra um romance cujos personagens eram Bernard, que inconformado com o vazio imenso de sua vida, sem sentimentos e achava que sua vida não tinha sentido. E, esse romance, passa a dar um sentido diferente para a vida dele, e assim viaja acompanhado de Lenina que era uma mulher linda, e que gostava de repetir o mesmo parceiro sexual. Já Bernard porque nasceu fisicamente menor quando todos eram “condicionados a associarem a massa corporal com a superioridade social”. Ao narrar o porte físico de Bernard, Huxley fala de outro personagem por nome de Watson, que era o oposto de Bernard. Watson já era melhor que todos em tudo que fazia. Porém, em uma sociedade que estimula a padronização das pessoas, e um ser humano diferente igual a Bernard, bom, melhor ou pior, não é visto com bons olhos pela sociedade. Estas diferenças se tornarão mais viáveis e relevantes quando conhecem um “selvagem” que se chamava John e que se parecia muito com as pessoas que viviam na cidade. Considerado normal na época em que o livro foi escrito, ele é retirado de uma Reserva Selvagem e levado para viver na civilização. Aldous conta a história de John, e deixa claro que ele é o personagem principal. No entanto quando John é levado para a civilização tenta ensinar a todos, significados diferentes com relação aos sentimentos. Começando pelo amor, a liberdade e o desejo através das citações de Willian Shakespeare, mas sempre em vão, porque apesar de suas palavras não surtirem nenhum efeito, suas ações surtiam. Então, começam a observá-lo, pois era considerado um animal bastante inteligente e por isso tinham receio que ele pudesse estranhar e atacar alguém que estivesse por perto.
Na história também é mencionado algo sobre a mãe de John, que se chamava Linda, mas ao mesmo tempo em que o escritor menciona a mãe, já fala que ela sumiu da civilização, citando poucas coisas com relação a ela, deixando como que uma incógnita para o leitor. Huxley continua narrando sobre John, que já morando nessa nova civilização, passa a conhecer tudo ao seu redor, inclusive começa a perceber a maneira diferente de como eram educadas as crianças e como vivem as pessoas neste novo mundo real para onde ele foi trazido. Então ele começa a entender muitas coisas novas em sua vida, que a partir desses novos conhecimentos passa a fazer grandes reflexões. E que em “um hospital John vê várias crianças ao redor de um doente muito mal, já em faze terminal, e ele fica espantado ao ver aquela cena, e vê uma enfermeira falando para aquelas crianças o verdadeiro sentido da morte.
Este raciocínio de Huxley – inteiramente imaginário - quando ele narra no primeiro capítulo falando da clonagem humana. E, a questão da discriminação entre os Ípsilons. Já pensou se fosse uma realidade hoje? Seria uma loucura! Vermos seres humanos com índoles ruins reviverem novamente. Talvez se fosse para clonarem os bons, como Einsten, Gandy, Madre Tereza de Calcutá e outros. Mesmo assim consegue deixar clara toda uma preocupação com a formação da índole do ser humano – ser boa ou ruim -. Principalmente a parte em que ele fala da fuga da realidade que o ser humano tem, através dos prazeres, do consumismo desenfreado e irracional. Levando a própria sociedade – a questionar tantas inversões de regras – a que estamos também condicionadas a seguir, hoje, em pleno século XXI.
sábado, 31 de outubro de 2009
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