
Arnóbio/Joana/Julciara
2º semestre de jornalismo
Qui, 20 de Agosto de 2009 21:37
O Unicesp, primeira faculdade do Guará, prepara-se para uma nova fase. Criada no início da década apenas como faculdade de Ciências Gerenciais, com os cursos de Ciências Contábeis e Administração, logo abriu outras faculdade e investiu em novos campi. Vieram as faculdades de Comunicação Social, Educação, Direito e Saúde. Em 2003 essas faculdades isoladas passaram a ser consideradas pelo Ministério da Educação como Faculdades Integradas. A mesma instituição de ensino superior oferecia cursos nas mais diversas áreas de conhecimento.
O rápido crescimento foi interrompido por uma crise na instituição. O incidente colocou em risco uma das maiores faculdades do Distrito Federal e foi amplamente divulgada, criando preocupação entre alunos, professores e funcionários. Essa crise foi completamente superada após a aquisição da estrutura do Unicesp pelo grupo de educação Soebras, um conglomerado nascido em Montes Claros e gerente de diversas faculdades pelo país. “Toda vez que a gente fala como estamos hoje, lembramos de um passado não muito distante quando nós tivemos uma crise séria na Instituição... Nós já viramos a página. Estamos recuperando muitas das perdas que tivemos naquele período. O sentimento que eu tenho é que professores, alunos, todos os coordenadores estão entusiasmados querendo fazer o melhor” desabafa a coordenadora pedagógica Ana Angélica Paiva. O Unicesp oferece hoje mais de 20 cursos de graduação e cerca de 30 de pós-graduação, distribuídos em quatro campi, no Guará, em Taguatinga, Recanto das Emas e Terraço Shopping.
Centro Universitário
Essa recuperação torna-se clara pelo retomada do processo de transformação da faculdade em Centro Universitário. O processo iniciado em 2006 tramita no MEC e será submetido agora ao Conselho Nacional de Educação. A transformação em Centro Universitário traz algumas vantagens para a instituição e para os alunos, como explica a professora Ana Angélica. “Toda Instituição Universitária desenvolve algumas áreas. Ela desenvolve ensino basicamente, mas tem duas outras funções que é pesquisa e extensão. A Faculdade Isolada/Faculdade Integrada ela não tem o compromisso de desenvolver pesquisa, e não estou falando de pesquisa acadêmica aquela pesquisa que vocês fazem no âmbito das disciplinas. É uma pesquisa mais estruturada. Ela tem o compromisso com a produção de conhecimentos novos por meio de pesquisas. Então, o Centro Universitário fica mais ou menos entre a estrutura de uma Faculdade Integrada e uma Universidade. Mas tem o compromisso de desenvolver um ensino por excelência”. Os alunos e professores passam também a ter uma relação mais estreita, por conta do aspecto mais formal dos contratos e relações. “O perfil do docente do Centro Universitário tem um percentual muito rígido tem que ter 10% de professores, mestres e doutores, 10% de professores com tempo integral ou com tempo parcial. Em tempo integral o professor tem que ter 40 horas (de trabalho), dessas 40 horas ele atua em sala de aula só sessenta por cento, o restante ele tem que se dedicar à pesquisa e à projetos de extensão. Lógico, que tudo isso termina favorecendo uma melhor qualidade no ensino. Como Faculdades - via de regra, isso não é só o caso de nossa Instituição -todo mundo trabalha a maior parte com professores horistas. O professor vem e trabalha para ministrar aulas”.
Independência
Uma das conquistas da faculdade com a mudança é a independência. “Uma das questões muito pontuais que distingue a Faculdade é que o Centro Universitário vai ter autonomia para criar novos cursos e esses cursos serão avaliados pelo conselho da instituição”. Isso não significa menos fiscalização. “Nós já somos permanentemente avaliados pelo MEC. Cada vez que vem uma comissão vem avaliar um curso que está começando ou um curso em fase de reconhecimento tem uma série de exigências que a gente tem que atender. Existem, os chamados padrões de qualidade definidos pelo MEC e que gera uma pontuação. Isso todo o gestor, todo dirigente de uma Instituição têm que estar atento para isso”.
A professora Ana Angélica é muito otimista quanto às mudanças no Unicesp e vislumbra um grande futuro para a instituição, inclusive com a maior participação da comunidade guaraense. “Todo o aluno ganha quando a Instituição se aperfeiçoa. Agora em termos de pesquisa esse é um diferencial. Como a Instituição vai se comprometer a desenvolver mais pesquisa os alunos vão participar como auxiliares. Você desenvolve um ensino, você tem um conhecimento que existe aqui. Você traz um aluno para produzir um conhecimento que você desenvolve na disciplina dos cursos. A extensão é quando a Instituição tem que compartilhar com a comunidade benefícios desse conhecimento”. Hoje o Unicesp faz parcerias com o governo e com organizações não-governamentais apoiando cursos de informática e capacitação.
O novo Centro Universitário não afetará a mensalidade dos alunos. “As matriculas e as mensalidades seguem outro raciocínio. Existe uma legislação que regula isso. Esse reajuste de mensalidade só pode acontecer uma vez por ano de acordo com um índice que é definido pelo próprio governo, mas já tem alguns anos que não se pratica os reajustes nos índices oficiais”.

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